quinta-feira, julho 21, 2005

"A insustentável leveza do ser"

Esse trecho diz tudo...

Não existe meio de verificar qual é a boa decisão, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida? É isso que faz com que a vida pareça sempre um esboço. No entanto, mesmo "esboço" não é a palavra certa porque um esboço é sempre um projeto de alguma coisa, a preparação de um quadro, ao passo que o esboço que é a nossa vida não é o esboço de nada, é um esboço sem quadro.
Tomas repete para si mesmo o provérbio alemão: einmal ist keinmal, uma vez não conta, uma vez é nunca. Não poder viver senão uma vida é como não viver nunca.

Por que raios é tão complicado tomar decisões? Por que sua vida toda pode mudar a partir de determinada escolha? Talvez seja essa a lógica da vida. Talvez?

domingo, julho 17, 2005

Fique à vontade...


Nota Inicial:
O objetivo desse blog não é polemizar, inovar ou chocar... é simplesmente entreter. Botar pra fora idéias, reflexões, besteiróis e opiniões de uma dupla nada homogênea... VOI LÀ!


Ironias da política...

A dúvida paira no ar. A questão não é mais saber se fulano é culpado ou não. Fato: todos (de alguma forma) são culpados.
Alguém tem dúvidas sobre a culpabilidade do nosso operário-presidente Lula? De duas uma... Culpado por ter conhecimento e não tomando nenhuma providência que seu cargo incitava, tornou-se um inepto, colaborando para a sujeirada. O silêncio é uma forma de colaboração: “quem cala consente!”. Ou, culpado por ser um presidente tão... tão “ausente” que não teve presença, coordenação ou competência para selecionar o caráter de sua cúpula de confiança.
Não acredito em nenhuma dessas hipóteses. Realmente estou começando a acreditar que a corrupção e o mal-caratismo estão tão em moda no país, que tudo torna-se um pouco comum, banal e até certo ponto aceitável. Nada me escandaliza mais, só consigo achar graça. Sobre uma coisa os brasileiros não podem se queixar ultimamente: motivo pra rir.